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S77

A n a i s d o I HM T

zado a partir de 1994, tem sido apontado como referência

para a construção de modelos de avaliação de programas

de educação/formação pós-graduada médica, de enfer-

magem e de outros profissionais de saúde [18]. Composto

por quatro níveis de medida do processo de aprendiza-

gem, o modelo de Kirkpatrick centra-se: a) na reação dos

estagiários à formação recebida; b) no grau de aquisição

de conhecimentos e novas capacidades; c) nas mudanças

ocorridas no comportamento após a formação; e d) nos

resultados ou impacto do processo de aprendizagem na

instituição de origem do estagiário [12,18].

A demonstração de evidência quanto ao impacto de pro-

gramas de formação profissional tem vindo a tornar-

-se uma prioridade para todos os envolvidos, especial-

mente para as entidades promotoras e financiadoras

[9]. Contudo, mantém-se como um dos maiores de-

safios na construção de um modelo teórico de avalia-

ção.A análise de contribuição de Mayne é considerada

adequada nos casos onde os dados disponíveis não são

suficientes para elaborar uma afirmação definitiva so-

bre uma relação causal entre a formação e o impac-

to, mas em que é possível encontrar uma “associação

plausível” que descreva “o progresso em relação aos

resultados” [12].Trata-se de uma abordagem que pre-

tende demonstrar como uma intervenção deve fun-

cionar para ter impacto, verificando o grau de coin-

cidência entre os objetivos iniciais e os resultados ob-

servados

[19,20].

A matriz conceptual da avaliação de impacto dos Progra-

mas de Estágios das Nações Unidas utilizada desde 2010,

integra a classificação de Kirkpatrick com a abordagem

metodológica da análise de contribuição de Mayne. Con-

cetualmente, o modelo de avaliação das Nações Unidas

baseia-se na mudança esperada em função de uma cadeia

lógica de acontecimentos e benefícios, iniciada nos recur-

sos disponíveis e que progride para as atividades desempe-

nhadas, os produtos obtidos, e, por fim, para os resultados

e o impacto esperado da intervenção [12].

Modelo lógico da intervenção e objetivos

da avaliação

O modelo lógico da intervenção descrito no contexto

do atual projeto avaliativo (figura 1) adapta o modelo

lógico construído para responder à avaliação do Con-

curso efetuada em

2013 [9] aos objetivos específicos

desta avaliação. B

aseado no modelo teórico de avalia-

ção de impacto dos Programas de Estágio das Nações

Unidas [12], o modelo lógico da intervenção integra

t

ambém, os pressupostos da abordagem avaliativa com

foco na utilização dos resultados [13,21].

Fig. 1:

Modelo lógico da intervenção objeto da avaliação, adaptado do modelo construído na avaliação de 2003